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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tito Ânio Papiano Milão (em latim Titus Annius Papianus Milo) (Lanuvio, c. 95 a.C. - Compsa, 48 a.C.), político e agitador romano da etapa final da República. Era filho de Caio Pápio Célsio, mas foi adotado pelo pai da sua mãe, Tito Ânio Lusco.

Uniu-se ao partido pompeiano, organizando faixas de mercenários e gladiadores que apoiaram a sua causa, mediante a violência pública, frente de Públio Clódio Pulcro, quem brindou um apoio similar à causa democrática. Milão foi designado tribuno da plebe (57 a.C.), destacando-se pela sua adesão ao regresso de Cícero desde o seu exílio em Macedônia, frente à oposição de Clódio.

Em 54 a.C. foi designado pretor, casando-se com Fausta, filha de Sula e ex esposa de Caio Mémmio. No ano seguinte, enquanto Milão era candidato ao consulado e Clódio optava ao cargo de pretor, ambas as figuras encontraram-se por acidente na Via Appia, em Bovillae, resultando morto Clódio (18 de janeiro do 52 a.C.). Milão foi acusado, sendo a sua culpabilidade evidente, e os seus inimigos recorreram a todo tipo de intimidações contra os seus juízes e os seus partidários. Cícero teve medo de falar no seu favor, se bem que redigisse o seu escrito Pro Milone para defender a Milão.

Milão foi finalmente desterrado, exilando-se em Massalia, e as suas propriedades foram vendidas em leilão. Ao seu retorno a Roma, opôs-se ao paulatina ascensão de Júlio César, de modo que se uniu a Marco Célio Rufo em 48 a.C. na sua revolta contra César, mas foi capturado e executado em Compsa, perto de Túrios (Lucânia).

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